B2 estuda comportamento do jovem brasileiro em relação a trabalho, política e internet

quarta-feira, 24 de setembro de 2014


Imagem: Shutterstock
A B2, agência especializada em conectar marcas ao público jovem, apresenta sua terceira grande pesquisa focada nesse público. Intitulado “Vivendo 80 semanas na vida do jovem brasileiro”, o estudo traz dados atualizados sobre pessoas entre 18 e 25 anos das classes A, B e C de todo o Brasil, sendo 61% mulheres e 39% homens.

A pesquisa abordou temas como hábitos de consumo de leitura, interesse político e rotina de lazer, dentre outros tópicos. Entre os principais destaques está que esse grupo jovem é responsável por 57% da movimentação financeira no país.

Sobre o comportamento do grupo, o levantamento indica que os jovens têm uma vida baseada na tecnologia, a qual também é a mais utilizada para acesso à informação. Apesar de terem preferências de entretenimento muito particulares – como música, TV e filmes –, a socialização é a palavra de ordem. Com as mídias sociais ligadas à rotina diária deles, 63% preferem estar com amigos que com a família, 59% preferem barzinhos à balada e 79% escolhem praia no lugar de interior.

Sobre trabalho e estudo, 42% dos entrevistados têm a formação profissional como maior sonho, seguida por ganhar dinheiro (20%). A educação é considerada um investimento e trabalhar com o que gosta, ter estabilidade, empreender e conciliar lazer e trabalho são as principais perspectivas nesse sentido. Metade (50%) do grupo está empregada e 36% se veem como empresários em 10 anos.

Em relação a hábitos de consumo, 56% dos jovens universitários se consideram consumidores moderados, 24% compulsivos, 15% econômicos e 5% se denominam “pão duros”. Nas classes A e B, o item “economizar” aparece em segundo lugar entre os mais citados sobre gastos, enquanto é indicado por 11% na classe C, ficando na quarta posição. Outra característica interessante é a de que 60% dos jovens relatam administrar seus gastos com pagamento à vista, evitando dívidas.

Os jovens brasileiros são ávidos consumidores de internet. Todos os entrevistados possuem celulares – quase em sua totalidade smartphones. Eles passam seis horas do seu dia em redes sociais, o que representa 43% de seu acesso à informação. O Facebook é indicado como rede social preferida, seguida por Instagram e YouTube. Os aplicativos para smartphones estão muito presentes, usados para localização, compartilhamento de informações e conversa entre amigos.

Abordados hábitos de alimentação e saúde, 76% se reconhecem como magros. Em uma projeção para 10 anos, porém, 96% acreditam que estarão em forma. Muitos parecem preocupados com alimentação saudável ou tentam manter uma dieta, mas as ações cotidianas atrapalham esses planos para 60% dos respondentes.




A política é um ponto controverso entre os jovens. Existe uma disparidade entre como o jovem vê o assunto, como se posiciona e como se envolve. A grande maioria dos participantes do estudo afirma ter conhecimento em política, mas não possui interesse ou se envolve. Poucos dizem ter interesse, porém, ao mesmo tempo, desconhecem o assunto. A pesquisa apontou também que o envolvimento dos jovens com assuntos políticos é muito menor, se comparado a outros assuntos.

O transporte é considerado um grande problema: os jovens em geral indicam um transporte público eficiente como uma boa solução, até mesmo para quem possui carro. Mesmo assim, atualmente, 45% dizem utilizar transporte coletivo, mas 81% pretendem, em no máximo 10 anos, se locomover por transporte particular
 
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